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TECNOLOGIA

Startups no agronegócio brasileiro

Publicado dia 28/12/2018 às 09h51min
O ecossistema de startups brasileiro conta hoje com aproximadamente 7.000 empresas, das quais quase 150 estão dedicadas ao agronegócio

As startups são um dos assuntos mais falados no mundo dos negócios atualmente. Por definição, são empresas que se caracterizam pela busca de um modelo de negócios que possa ser reproduzido e escalonado (ampliado) consideravelmente.

Apesar dessas empresas a princípio não terem grande poder financeiro, raramente classificarem para as listas da Forbes e receberem menos atenção da mídia do que grandes empresas bem consolidadas, sua contribuição coletiva para a criação de empregos e para a economia é essencial. E claro: como existem startups em todos os setores, o agro não ficou de fora.

Nos últimos cinco anos, a representação do agronegócio no PIB brasileiro cresceu de 19% para 23%, resultando na geração de empregos, manutenção do país como um líder mundial de produção e ainda abrindo possibilidades para outros setores correlatos. Muito desse crescimento se deu graças à incorporação de novas tecnologias que estão sendo cada vez mais implementadas por startups. Essas agrotechs – startups de tecnologia para o agronegócio – vêm se destacando juntamente com fintechs (financeiro), edutechs (educação) e demais empresas que estão usando tecnologias da era digital para transformar uma ideia em um negócio, sempre com foco em trazer um grande benefício ou sanar um grande problema de seus clientes em potencial. Se pensarmos nos produtores, que tomam mais de 50 decisões ao longo de uma safra visando aumento de produtividade e combate de pragas e doenças, o nicho de mercado é evidente.

Uma grande vantagem que startups têm para atender esse nicho está em sua rápida capacidade de adaptação. Mas por quê? Temos que lembrar que um produto ou serviço bem sucedido foi, antes de mais nada, uma ideia que precisou passar por uma sucessão de testes, ajustes e melhorias antes de gerar um real valor para o cliente. Uma startup tem uma estrutura enxuta o suficiente para permitir que esse processo leve à melhoria com alta velocidade. É como se comparássemos um transatlântico (grande empresa) e um bote (startup) frente às mudanças de maré do oceano (mercado): o primeiro tem muito mais lastro e toma decisões a longo prazo para poder mudar de direção, ao passo que o segundo é mais leve e também mais flexível para optar por rotas que levarão ao destino que se quer alcançar.

O ecossistema de startups brasileiro conta hoje com aproximadamente 7.000 empresas, das quais quase 150 estão dedicadas ao agronegócio. Essas iniciativas têm atraído investidores e se destacado frente a outros países, como Israel e China, quando o assunto é agricultura tropical. O nosso território extenso com grande variação de latitude oferece um ambiente bastante único para testes de novas ferramentas agrícolas. Além disso, temos instituições que são referências globais em pesquisa e desenvolvimento que, em especial no caso de soluções agrícolas, têm buscado estabelecer uma ponte entre a iniciativa pública e a privada. Muitas agrotechs vieram justamente do encontro entre as atividades de um centro de pesquisa da universidade e a iniciativa empreendedora de quem viu um mercado em potencial, criando um modelo de negócios adequado para atendê-lo.

Além disso, estamos em um momento muito propício para todo esse movimento. Com mais dinheiro para ser investido, empreendedorismo em alta como novo modelo profissional e tecnologias evoluindo mais e mais rapidamente, tudo parece favorecer o ambiente de ideias inovadoras.

Mas qual ideia sobreviverá?

Empreendedorismo sustentável é tão importante quanto uma agricultura sustentável. O futuro de uma startup do agro brasileiro não está nas mãos do agricultor, mas sim do empreendedor que tiver visão para criar um time de qualidade e transformar sua ideia em um produto ou serviço de valor para o grande mercado do agronegócio.

 

Fonte: www.agriculturamoderna.com.br

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