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Conheça Piatã (BA), cidade referência mundial em cafés de qualidade

Publicado dia 10/05/2020 às 22h43min
A busca por melhores grãos atrai australianos, americanos, coreanos, japoneses e europeus às propriedades de Piatã, onde o preço da saca de 60 kg triplicou de valor

De Vitória da Conquista (BA) 

O foco na produção de cafés de qualidade fez com que a cidade de Piatã, na Chapada Diamantina, na Bahia, entrasse na rota da elite da cafeicultura mundial.

Não fossem as restrições de deslocamento provocadas pela pandemia da Covid-19, as áreas de produção de café da cidade de 17 mil habitantes estariam nesta época do ano sendo visitadas por australianos, americanos, coreanos, japoneses e europeus.

Muitos querem ver de perto como são produzidos os cafés que nos últimos anos foram vencedores em concursos nacionais e internacionais, como o da Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC) e o Cup of Excellence Brazil, realizado pela Associação Brasileia de Cafés Especiais, em parceria com a Aliance for Coffee Excelence e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos.

Dentre esses cafés especiais, está o que é produzido pela família Rigno. Este café é o mais recente ganhador do concurso da ABIC, feito que já tinha sido realizado em 2015. O café dos Rigno já venceu também o Cup of Excellence de 2009, 2014 e 2015. Há 40 anos que a família produz café arábica, e desde 2000 se dedica aos cafés especiais.

Numa live realizada na noite desta terça-feira (5) com o Blog do Mário Bittencourt, por meio do Instagram, o produtor e empresário Cândido Rosa, do café Rigno, disse que um dos segredos do café de qualidade é o cuidado na colheita, com a escolha dos grãos que estão prontos para serem retirados do pé. E o pós-colheita, fase em que os grãos são colocados para a secagem, merecem igual atenção para que o café tenha qualidade.

Dá trabalho produzir um bom café, mas há recompensa. A mudança de foco na produção, do café tradicional para o especial, fez com que a saca de 60 kg do grão mais que triplicasse de valor. Se antes os produtores vendiam a saca por no máximo R$ 350, hoje conseguem comercializá-la por entre R$ 1.000 e R$ 1.300.

E Cândido Rosa aposta muito no crescimento interno do consumo de café especial, considerado ainda muito baixo. “A gente espera que tenha um crescimento muito grande. Hoje se consome no mercado interno 1 milhão de sacas, daqui a 5 anos essa quantidade vai mais que dobrar”, ele disse.

De acordo com a Organização Internacional do Café, o consumo de cafés especiais cresce 20% ao ano no Brasil, já o de cafés tradicionais não chega a 5% ao ano. Em Piatã, os produtores, cujas propriedades têm em média 2,5 hectares, sabem dessa informação e por isso a busca por qualidade é algo que tem crescido.

Rodolfo Moreno, presidente da Cooperativa de Cafés Especiais e Agropecuária de Piatã (Coopiatã), informou durante a live com o blog que, das cerca de 300 famílias que produzem cafés na região, pelo menos metade conseguem ter um grão com pontuação acima de 80.

Para se ter uma ideia da relevância desse número, ele está bem próximo da pontuação mínima de 86 que o Cup of Excellente exige para que o café entre na competição.

De acordo com Rodolfo Moreno, os próximos passos para agregar mais valor ao café da região de Piatã e da Chapada Diamantina, onde cafés das cidades de Ibicoara, Mucugê e Barra da Estiva também se destacam em nível nacional, é a conseguir um selo de Indicação de Origem (IG).

“Estamos pedindo a IG de Piatã, importante para a gente poder entender os fatores que trazem essas iguarias para o nosso café, e a Denominação de Origem da Chapada Diamantina, que tem a missão de transferir todo esse sabor e especialidades do café de forma geral para a região”, disse Moreno.

Confira na íntegra a live sobre a produção de cafés especiais na Bahia:

Fonte: Mário Bittencourt - BLOG

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